Nelore Pintado

Você já conhecia o Nelore Pintado

É um tipo de Nelore elitizante com animais inteiramente vermelhos, com manchas rubras ou negras.  tem encantado produtores e compradores em todo o país. Em uma raça que no Brasil ficou conhecida tradicionalmente como branca, estes animais chamam a atenção por sua beleza exótica e elegante.

O nelore pintado apesar de representar uma pequena parcela, a ocorrência de animais de pelagem vermelha, dentro da raça Nelore, não é incomum. Todos os autores que descrevem o gado citam a existência de indivíduos, linhagens e famílias com essa coloração. Criadores brasileiros, de diferentes regiões e em diversas fases da exploração do Nelore, interessam-se por exemplares de pelagem vermelha, seja por mera curiosidade, seja por verificarem sua perfeita caracterização racial.

Não é só por sua beleza que o nelore pintado se destaca, já tem alguns estudos chegam a apontar que a espécie pode apresentar qualidades valiosas em relação à tradicional, como rusticidade, precocidade e qualidade da carne. Porém são estes dados ainda precisam de mais pesquisas para afirmar com certeza tal fato.

O Início do Nelore pintado no Brasil

A raça nelore representa a maior parte da força produtiva da indústria na carne do país, aproximadamente 80% do rebanho de corte. O animal é o equivalente brasileiro ao Ongole Indiano, que também pertence à raça zebuína. No Brasil, o animal branco foi introduzido e rapidamente se popularizou devido à sua boa adaptação ao clima e resistência a pragas como o carrapato – grande inimigo dos rebanhos taurinos. No entanto, entre os Ongole, não é difícil encontrar animais manchados ou inteiramente vermelhos.

Segundo a história, Em 1906 foi importada uma novilha branca da Índia chamada Iraci. O animal estava fecundado e deu cria a uma bezerra vermelha que recebeu o nome de Itabira.

Itabira, uma fêmea filha de um casal de Nelore com pelagem cinza claro vindo de Madras. Foi a primeira novilha de pelagem vermelha. Como é freqüente no nascimento de bezerros Nelore, os filhos de Itabira eram todos avermelhados. A diferença é que a coloração dos pêlos persistia na idade adulta.

Com o tempo, percebeu-se que ao cruzar Itabira com nelores brancos tradicionais alguns bezerros continuavam com pelagem vermelha até a idade adulta. Isso mostra que existe um gene recessivo nos nelores, que pode originar um animal com variação de pelagem. Uma característica que poderia ser refinada e selecionada para as próximas gerações.

Com o aproveitamento genético de reprodutores desta pelagem, oriundos de um plantel Nelore, tido como puro de origem (PO), alguns criadores deram o passo inicial para a proliferação desta genética nos rebanhos de todo o território nacional.

Hoje já é comum ver em  diversas exposições apresentação deste gado, que chama a atenção de muitos pecuaristas por sua coloração e pela caracterização racial. Além da curiosa beleza de sua pelagem, o Nelore pintado pode alinhar, também, todas as principais qualidades da raça, como produtividade, precocidade, fertilidade, rusticidade e conversão alimentar.