Febre aftosa

FEBRE AFTOSA

Saiba tudo sobre esta doença.

A febre aftosa é uma doença infecciosa causada por vírus, que ataca animais de casco bipartido, como bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos.

TRANSMISSÃO DA FEBRE AFTOSA:

A enfermidade pode ser transmitida por meio do contato com animais enfermos, via secreções e excreções, pelas vias aéreas (vírus aerotransportado); ou indiretamente por meio de objetos, vestuários e mãos de pessoas que lidaram com animais doentes.

O sangue dos animais infectados também contém grande quantidade de vírus durante a fase inicial da doença. O vírus dessa doença é muito resistente, podendo resistir por meses na medula óssea do animal (mesmo depois de morto), no pasto, na farinha de ossos e no couro.

SINTOMAS DA AFTOSA:

Os primeiros sintomas apresentados pelos animais são febre alta e perda do apetite e consequentemente perda de peso, seguidos de aftas na boca, na gengiva ou na língua, e principalmente por feridas nos cascos ou nos úberes. O animal baba muito, contaminando todo o ambiente e tem grande dificuldade para se alimentar e para se locomover, em razão das feridas nos cascos. A produção de leite, o crescimento e a engorda ficam prejudicados. A intensidade da doença é variável, mas sabe-se que ela atinge mais animais jovens, principalmente os que estão em aleitamento. Ainda tem o fato que os animais doentes podem adquirir com maior facilidade outras doenças, devido à sua fraqueza.

IMPACTO ECONÔMICO DA AFTOSA:

Outro ponto que devemos considerar e que sua gravidade  não decorre somente das mortes que provoca, mas principalmente dos prejuízos econômicos, atingindo todos os pecuaristas, desde os pequenos até os grandes produtores. As propriedades que têm animais doentes são interditadas; A exportação da carne e dos produtos derivados torna-se difícil;

TRATAMENTO PARA AFTOSA:

Em alguns países é adotado o sacrifício dos animais doentes e suspeitos, destruição dos cadáveres e indenização dos proprietários.

O tratamento dessa doença é feito com a total desinfecção do local com soda cáustica a 4% no leite de cal de caiação, fervura ou pasteurização do leite destinado ao consumo humano ou de outros animais, tratamento com medicação nas feridas dos animais e tratamento com tônicos cardíacos em animais com muita fraqueza.

São úteis medidas auxiliares:

uso de pedilúvios na entrada dos currais e estábulos;

alojamentos limpos e ventilados;

fornecimento aos animais de alimentos de fácil mastigação;

lavagem da boca com soluções adstringentes e anti-sépticas;

tratamento das feridas dos cascos e das tetas;

administração de tônicos cardíacos, em certos casos de muita fraqueza.

No Brasil, a prevenção dessa doença é feita por meio de vacina obrigatória aplicada de 6 em 6 meses, a partir do terceiro mês de vida do animal. A vacinação é obrigatória a todos os criadores de animais, de forma que as recomendações do fabricante com relação à dosagem, prazo de validade, modos de conservação, entre outros, sejam obedecidas.

Em casos especiais pode ser empregado o soro de animais hiper-imunizados.

CUIDADOS A SER TOMADOS:

Os animais que receberam a primeira dose de vacina, deverão ser revacinados 90 dias após a primeira vacinação.

Quando suspeitar da existência da doença em sua propriedade ou na de vizinhos, avise imediatamente o Médico Veterinário.

Confirmada a doença, isole os animais doentes, proíba a entrada e saída de veículos, pessoas e animais, instale pedilúvios com desinfetantes e siga as orientações do Médico Veterinário.

Quando comprar animais, exija que os mesmos estejam vacinados.

Só faça o transporte com atestado de vacinação.

As vacas prenhes devem ser vacinadas a fim de que elas possam proteger o bezerro através do colostro.

A vacinação não causa aborto nos animais. Cuidados especiais devem ser tomados no manejo das vacas prenhes, pois é o mau manejo que poderá causar aborto e nunca a vacina.

Exija sempre que o revendedor acondicione bem e faça o transporte correto das vacinas.

Animais vindos de outras propriedades devem ser isolados, vacinados e observados por um período mínimo de 15 dias, antes de serem misturados com os outros animais da propriedade.

Nos ambientes de exposições e feiras, devem ser adotadas rígidas medidas de higiene e desinfecção, e se a situação exigir, as autoridades sanitárias podem suspender os referidos eventos.

É muito importante o pecuarista conhecer bem a Febre Aftosa, para que ao aparecer a doença em animais de seu rebanho, ele esteja capacitado para adotar medidas sanitárias, visando ao seu controle.

Siga corretamente as orientações do Médico Veterinário. É importante o contato freqüente com o Médico Veterinário, o qual estará sempre pronto a prestar os esclarecimentos necessários.

VACINAÇÃO – o processo mais aconselhável é a vacinação periódica dos rebanhos, assim como a vacinação de todos os bovinos antes de qualquer viagem. Em geral a vacina contra a febre aftosa é aplicada, de 6 em 6 meses, a partir do 3º mês de idade.

CUIDADOS COM A VACINA AFTOSA:

Antes da aplicação devem ser obedecidas as recomendações do fabricante e alguns cuidados devem ser rigorosamente observados, tais como:

Conservação Adequada das Vacinas.

As vacinas devem ser conservadas na temperatura entre 2 e 6 graus centígrados, em geladeiras domésticas ou em caixas térmicas com gelo.

É muito importante a conservação, pois tanto o congelamento quanto o calor inutilizam a eficiência da vacina.

O transporte das vacinas do revendedor até a propriedade deve ser sempre feito em caixas térmicas com gelo.

A dose a ser aplicada em cada animal deve ser aquela indicada no rótulo da vacina. Uma dosagem menor do que a indicada pelo fabricante não vai oferecer aos animais a proteção desejada;

Não devem ser utilizadas agulhas muito grossas, pois a vacina pode escorrer pelo orifício deixado no couro do animal pela agulha e em conseqüência, diminuir a quantidade de vacina aplicada.

A vacina deve ser aplicada embaixo da pele.

Os animais sadios deverão ser sempre vacinados, pois os doentes ou mal-alimentados, não respondem bem à vacinação e, nesses casos, é conveniente procurar orientação com o Médico Veterinário.

Os efeitos da vacina somente aparecem depois de 14 a 21 dias de sua aplicação. Se os animais apresentarem a doença antes desse prazo, é sinal que já estavam com a doença quando foram vacinados, mas ainda não tinham manifestado seus sintomas.